PSOL defende um 8 de março de luta para resistir a retirada de direitos

Durante a reunião do último sábado (11/02), os dirigentes nacionais do PSOL avaliaram os retrocessos que estão sendo impostos contra as mulheres, especialmente com a reforma da Previdência de Michel Temer, que propõe igualar a idade mínima de aposentadoria para homens e mulheres, desconsiderando a realidade das trabalhadoras brasileiras. Diante do cenário de grandes ataques às pautas de direitos humanos, a Executiva Nacional do partido avaliou que é preciso uma atuação cada vez mais unificada com as demais organizações do campo da esquerda que lutam em defesa das pautas feministas. Para isso, defende um 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, capaz de resistir aos ataques e a retirada de direitos.

Confira, abaixo, a resolução completa.

Por um 8 de março de luta

A Executiva Nacional do PSOL adere ao chamado da Greve Internacional de Mulheres no dia 8 de março de 2017, que foi primeiramente convocada pelo movimento “Ni Uma a Menos” na Argentina, e posteriormente reforçada pelas feministas estadunidenses, que participaram ativamente no dia 21 de janeiro da Marcha das Mulheres contra Trump, uma das maiores manifestações do mundo.

Em defesa do feminismo das e dos 99%, reforçamos a importância do caráter anticapitalista, antineoliberal, antirracista, antiLGBTfóbico e em defesa das refugiadas e dos refugiados e imigrantes. As recentes mobilizações protagonizadas pelas mulheres, como na Polônia, EUA, Peru, Chile e Argentina, tem sido massivas e impactantes. A retirada de direitos neste contexto de crise mundial tem afetado diretamente o dia a dia das mulheres.

No marco do centenário do 8 de março que mudou a história da Revolução Russa, no qual as mulheres foram linha de frente contra o czarismo e as consequências da guerra, podemos repetir uma data histórica.

Vivemos uma primavera feminista desde 2015 no país. As mulheres estão ocupando as redes e as ruas pautando suas demandas e influenciando a agenda política. Neste ano, o 8 de março acontecerá numa conjuntura em que é urgente resistir aos ataques e retirada de direitos.

É importante salientar a Reforma da Previdência como um ataque à classe trabalhadora, que atinge especialmente as mulheres. Com a equiparação da idade mínima é negado que as mulheres trabalham mais, em condições mais precárias, com duplas e triplas jornadas, exercendo trabalhos não remunerados e não valorizados socialmente.

Por isso, o PSOL entende a importância de participar ativamente da construção de atos unitários em torno das seguintes pautas:

Nem Temer, nem Trump

Contra a Reforma da Previdência

Nem uma a menos: contra o feminicídio

Pela vida das mulheres

Em defesa da legalização do aborto.

Executiva Nacional do PSOL

Brasília, 11 de fevereiro de 2017.

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