Obra do Mercado Público já custa quase o dobro do previsto

Na mitologia, era atribuído ao Rei Midas o dom de transformar em ouro tudo o que tocava. Parece que a Prefeitura de Florianópolis vive sob o comando de uma espécie de oposto de Midas. Um bom exemplo disso é atual situação de um dos maiores patrimônio dos moradores de Florianópolis: o nosso Mercado Público.
Segundo o Diário Catarinense desta segunda-feira (15) a reforma do prédio histórico ganhou uma novo aditivo contratual, elevando o custo da obra em mais R$ 1,9 milhão, o que praticamente dobra o valor previsto. Além do aditivo (é o terceiro e já se projeta um quarto), a prefeitura também anunciou mais um atraso no prazo de entrega da construção.
Depois da reforma da reforma que foi reformada, a Ala Norte que foi (re)reinaugurada em junho deste ano vai ter que passar por obras de adequação. A Prefeitura de Florianópolis tem 90 dias para adequar o edifício às normas de acessibilidade. Exigência do Ministério Público.  Depois de tantos projetos e tantas reformas, esqueceram dos cadeirantes.
O MP aproveita e alerta: a Ala Sul só poderá ser aberta ao público se estiver totalmente adequada às normas de acessibilidade e de segurança contra incêndio.
Ninguém sabe ao certo, quando o Mercado será devolvido integralmente à Cidade.  As duas alas e o vão central do prédio histórico receberam aditivos no contrato com a construtora e a obra, que inicialmente estava orçada em R$ 7,3 milhões, deve consumir mais de R$ 11 milhões.
Em 2011, a JK Engenharia, mesma construtora que realiza a reforma atual, venceu a licitação que previa a restauração do telhado da Ala Sul. O valor da licitação foi R$ 1,3 milhões. Obra teve oito aditivos e atrasou mais de dois anos. É exatamente o mesmo telhado que caiu parcialmente em julho passado, e que os técnicos da prefeitura disseram ser natural a queda por ser uma obra “muito antiga”. Menos de dois anos de uso.
A Ala Norte foi reaberta ao público em junho. Dezenas de comerciantes queixaram-se das informações desencontradas sobre as exigências para os projetos. O resultado é que estamos no final do ano e mais da metade dos boxes permanece sem uso. A cidade vai ter temporada e carnaval sem mercado público.
“O corpo estranho de uma lanchonete de fast food, que tem revoltado muita gente, é só mais um capítulo desta novela de descaso e de incúria com que o nosso Mercado Público tem sido tratado pelas últimas duas gestões da prefeitura”, reclama Afrânio Boppré, vereador do PSOL.

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