Como foi o primeiro ano do governo Gean Loureiro? Este era o tema de reportagem do jornal Nexo, de São Paulo, que fez um levantamento sobre o primeiro ano de gestão nas capitais do país. Além do prefeito, o veículo entrevistou um aliado e um opositor, buscando montar um quadro plural na avaliação. Confira as respostas de Afrânio.
Nexo: Como o vereador definiria o primeiro ano da administração?
Afrânio: Uma enorme decepção para a população da cidade. O prefeito parece ter “esquecido” as principais promessas de campanha e repetiu a surrada cartilha de queixar-se da herança maldita. Nenhum dos grandes problemas de Florianópolis – como mobilidade, segurança, saneamento – recebeu uma atenção estratégica. É uma gestão de solavancos, com uma agenda praticamente voltada para problemas emergenciais.
Nexo: Como o vereador definiria a atuação pessoal de Gean Loureiro no período?
Afrânio: O prefeito fez uma opção por uma atuação marqueteira, apelativa, calçada em factóides, bastante presente nas redes sociais, mas isolada da população. Creio que busca firma-se como uma liderança forte e inovadora, mas erra a mão e acaba passando a imagem de um agente político tradicional, autoritário e pouco transparente.
Nexo: Qual o fato central que marcou o primeiro ano da administração?
Afrânio: Cito dois acontecimentos que são marcantes de tipo de administração municipal que estamos vivendo. Os dois, nos primeiros três meses de gestão. O escândalo do carnaval/aniversário da Cidade que desnudou as relações promíscuas entre poder público e empresariado e a aprovação, com muita violência policial, do pacotaço, com várias medidas contra os servidores e retirada de direitos sociais, como acesso ao transporte público. Creio que essa opção de favorecimento de uma elite que domina a cidade em detrimento da maioria do povo, seguirá sendo a marca do Governo Gean.


