O presidente da Câmara de Vereadores, Gui Pereira (PR) “cassou” o voto de Afrânio Boppré (PSOL) durante a discussão de uma possível audiência pública. A censura ocorreu na sessão do dia 5 de julho. Afrânio estava presente no plenário durante a votação, e Pereira “não viu” o vereador. O socialista ergueu o braço, e solicitou que seu voto fosse computado. Ainda assim, foi ignorado pela mesa diretora.

O  debate era sobre uma audiência pública para discutir as obras na Rua Deputado Antônio Edu Vieira, que liga a região do Saco dos Limões até a UFSC. O pedido foi realizado pelo vereador Lino Peres (PT). Para aprovar o requerimento, eram necessários 12 votos. A audiência não foi aprovada justamente por um voto de diferença, e a Câmara decidiu não realizar a discussão com a comunidade.

Recurso

Após recorrer à equipe técnica da Casa, Afrânio apresentou um recurso regimental ao plenário, na sessão do dia 11 de setembro. O vereador exibiu o vídeo da sessão, no trecho em que claramente comprova sua alegação. Após várias intervenções, o recurso foi ao plenário, e a Câmara não considerou o voto do vereador do PSOL.

Afrânio ocupou a tribuna para protestar. ele criticou os excessos cometidos pelo presidente Guilherme Pereira (PR), como o encerramento ilegal de CPIs e a não contabilização do voto de um parlamentar presente em plenário.”Vou estudar com minha assessoria, se não chegou a hora de entrar com uma ação civil pública contra vossa excelência. Alguém precisa parar o vereador Gui Pereira”, adiantou.

Veja o pronunciamento de Afrânio

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